Pensando a inclusão digital

Inclusão digital na base da educação

Como já expus anteriormente, a inclusão digital deveria andar de mãos dadas com a educação. São nas bases da formação das categorizações que ao longo da vida nos são impostas que lhes damos os seus devidos significados, expressando-os simbolicamente das mais variadas formas. Um meio de se adequar a construção subjetiva dos valores que são formados na base da educação podem ser ampliados através da rede. Mas para que os próprios alunos tenham tal acesso é necessário uma profissionalização dos seus mais importantes transmissores de conhecimento – os professores – devidamente valorizados e atualizados com uma nova forma de interação entre crianças e jovens que, cada vez mais, trazem pro universo escolar toda a cultura incipiente que a tecnologia lhe permite – ou até onde lhe é possível usufruir dessas novas tecnologias.

Não só como um problema educativo, pode-se ver também uma problemática cultural, que para atingir tal nível, há de se incluir no cotidiano da população a possibilidade do acesso e da exploração das ferramentas que a inclusão digital propicia; acesso ao meio essencial para se conectar com toda rede o computador, e além dele, o provedor que vai assisti-lo, de maneira acessível para toda população. As futuras gerações podem trazer (e já estão trazendo) novos costumes à sociedade capitalista contemporânea com as possibilidades de interação que as redes sociais propiciam  entre seus iguais e até mesmo com aqueles que são considerados “diferentes”, permitindo a sensibilização com o diferente e instigando o senso crítico a ser trabalhado de forma que se possa observar de forma relativa a posição que lhe seria contrária. A gama de possibilidades que a internet pode trazer para a população é abundante, e só é possível fazer uso dela com a inserção dessa cultura em erupção no cotidiano do futuro das nossas sociedades – crianças e jovens que estão em plena formação intelectual, no espaço onde históricamente o conhecimento é desenvolvido e debatido.

A questão da inclusão digital pode ser encarada como uma questão de up-to-date, manter-se atualizado frente às novas tecnologias que são desenvolvidas e implementadas ao longo do tempo na vida das pessoas. Encará-las como um desafio a ser enfrentado é aceitar tais mudanças, e  é necessariamente ter de conhecer as novas formas de relação que as pessoas criam em um mundo que, cada vez mais, as fronteiras são diminuídas. A grande questão é: como tratar tal encolhimento sem estender mais ainda as desigualdades sociais que estão no âmbito da inclusão digital.

Educação para todos não deve ser educação para quem pode.

Leia mais: Alfabetização audiovisual
http://www.culturaemercado.com.br/headline/alfabetizacao-audiovisual/

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Sobre Conrado

Cientista social, aspirante a sociólogo. Defensor da livre circulação de conhecimento e informação.
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Uma resposta para Pensando a inclusão digital

  1. Juliana disse:

    Adorei o texto, Conc! Além de uma escrita perfeita, traz à tona um tema atual que, apesar de já desgastadamente debatido, ainda carece de novas soluções para implementação – essencial – de uma tecnologia acessível a todos. Como você disse, os primeiros passos são a inclusão digital de professores e disponibilidade equipamentos para os alunos.
    Arrasou, beijos, Ju

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